Bambuterapia


Técnica de origem indefinida, alguns afirmam ser francesa, mas, na verdade, antes de ser adotada e divulgada pelos terapeutas franceses, já era utilizada na África e no Oriente, sendo muito conhecida e adotada nos países sul-americanos, tornando-se famosa no Brasil ao ser apresentada pelas terapeutas Roseli Garcia e Kátia Nunes em muitos congressos e cursos específicos. É uma massagem feita com barras de bambu combinada ao uso de óleos aromáticos. Esta terapia é indicada para proporcionar um relaxamento muscular, redução de celulite, para modelar a silhueta, ativar a circulação, drenagem linfática. É muito gostosa e relaxante a sensação de receber uma massagem com bambuterapia.

A massagem inicia-se com o deslizamento de bambus de diferentes espessuras e tamanhos ao longo do corpo, percorrendo toda a extensão dorsal e ventral, finalizando, se a pessoa assim desejar, no rosto. O bambu atua como prolongamento dos dedos, atingindo áreas que muitas vezes com os dedos não conseguimos atingir, massageando de forma diferente, e muitas das vezes de maneira mais abrangente e precisa.

A energia deste vegetal é incrível, muito conhecida e utilizada em ­outras terapias e técnicas, como a de Feng-Shui, na arte e na decoração. Em terapias com bioenergia como massagem em terapias de SPAs vem se impondo e sendo muito solicitada, cabendo então uma descrição mais deta­lhada sobre esta gramínea com mais de mil espécies diferentes no mundo, bastante resistente, reproduzindo-se por sementes ou mudas e que não requer plantio. Na atualidade, diante das preocupações com o meio ambiente que comprometem a continuidade da vida planetária, o bambu é o foco das atenções por ser considerado produto ecologicamente correto, sendo renovável, e cem por cento aproveitável, durável e adaptável aos mais diversos locais e ambientes.

Gostaria de compartilhar com vocês – e talvez muitos já conheçam as lições do bambu – o que esta planta tem para nos ensinar, para que melhor compreendam o porquê dela ser a escolhida e a preferida no uso durante as massagens por parte dos terapeutas. Iniciemos pela sua origem. Sabe-se que o bambu se enraíza bem fundo antes de crescer fora da terra, leva em torno de cinco anos para a semente sair da terra, esta é sua primeira lição de paciência e determinação. Paciência vem da sabedoria e da convicção de que estamos certos e saber esperar. Ensina-nos a confiar no processo e não no resultado, a vida sabe o que é melhor, mas não necessariamente é o que desejamos, tudo isso tem muito a ver com a aplicação de uma terapia bioenergética durante um processo de massagear. A segunda lição é de retidão e suficiência, pois o bambu cresce reto em direção à luz do Sol, com o seu foco sempre voltado para o alto, passando-nos a noção de “suficiência”, que tem a ver com Ser. Basta ser o que sou e não buscar na minha insuficiência algo que não sou. Outra lição é de que o bambu é uma planta muito simples, e simplicidade é uma grande conquista (para trabalhar o ego). O bambu tem alguns nós, ao longo de sua haste, sob forma de divisões que aumentam sua resistência.


Essa segmentação por nós permite a flexibilidade nos limites a que é submetido muitas vezes. E estes limites de um nó ao outro é que garantem que o bambu não quebre. O bambu curva-se com os ventos fortes, pois, se não curvar, quebrará. Mas consideramos que a maior qualidade do bambu é de ser oco, leve, flexível, e é desta leveza e flexibilidade que advém a maior lição que um bambu possa nos passar. Como terapeuta, posso afirmar que a bambuterapia, além de auxiliar a pessoa que está recebendo a massagem, ajuda também o terapeuta que é beneficiado pelas trocas de energia que o tocar no bambu proporciona.

Hoje o bambu tem muitas aplicabilidades, sendo considerado a madeira do futuro pelo seu uso nas áreas de repaginação de ambientes (muito utilizado em SPAs, em macas, mesas de suporte e decoração, em técnicas xamânicas, chocalhos), construção civil, gastronomia, artesanato, área têxtil, papel, adubo, implementos agrícolas, ração, bebidas, bicicleta, instrumentos musicais e terapia de massagens com bambus, entre muitas outras utilidades. Acredito que o bambu foi o escolhido como meio facilitador nas massagens pela sua flexibilidade, força, energia, durabilidade, textura, densidade, resistência e, principalmente, pela flexibilidade de adequação, preparo e adaptação; encontrados facilmente na natureza com tamanhos e espessuras variáveis, é utilizado principalmente por sua energia implícita que irradia e passa ao ser tocado, durante as massagens, no contato entre a pele e o bambu.

O bambu como material terapêutico deve ser o mais liso possível, principalmente na região dos nós, para proteção e conforto do cliente, assim como não muito pesado para proteção das articulações do terapeuta. Pode ser preparado por meio de diversas técnicas: simplesmente lixado e seco, queimado com maçarico, queimado na terra, seco no vapor e outros meios. Às vezes os nós e entrenós ao longo do bambu não necessariamente precisam ser totalmente retirados, pois suas alterações naturais podem auxiliar no processo da massagem, mas para tal dependerá da habilidade do terapeuta em seu uso e cuidados durante a massagem.

A técnica de massagem pode ser com ou sem a utilização de meios de deslizamento como óleos e cremes, sendo o bambu deslizado ou rolado por sobre a pele e contraturas musculares, em movimentos contínuos e rítmicos, e com pressão controlada.


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