A profissão de cromoterapeuta - Parte V


Os comprimentos de onda e as frequências das cores do espectro solar chegam até a Terra numa velocidade de 300.000 quilômetros por segundo. Cada feixe de luz tem uma frequência vibracional, que se projeta num comprimento de onda, vindo a caracterizar a sua cor. E é essa frequência vibracional de cada cor que é usada pelo cromoterapeuta em seus trabalhos cromoterápicos.


Algumas pesquisas sobre fotoestimulação, em que as ondas cerebrais foram induzidas através de frequências estimuladas externamente, através da projeção intensa de uma cor, observaram um alterado estado de consciência e também que são necessários alguns fatores externos para que a indução ocorra de forma satisfatória, como o tempo de estimulação, a cultura e o nível de expectativa da pessoa a ser induzida.


Entre 1930 e 1940, cientistas como W. Gray Walter e outros, que também repetiram o experimento, utilizando um aparelho de EEG e usando poderosas luzes fotocromáticas focadas, com indução mental controlada, conseguiram fazer uma pessoa experimentar uma forte alteração de consciência, chegando ao chamado transe xamânico, em que os xamãs entram no momento em que focam a chama de uma fogueira e com outros rituais específicos. A partir desse e de outros experimentos, podemos afirmar que as cores influenciam profundamente o comportamento das pessoas e que a visão é o sentido mais atuante, e por isso também é o que mais influencia a geração das ondas cerebrais.


Ainda dentro da neuroconexão sináptica e da atuação das cores, na Cromoterapia, cores como vermelho, laranja e amarelo são estimuladoras do Sistema Nervoso Simpático e, consequentemente, aumentam a ação energética, muitas vezes levando a uma agitação da pessoa. Já as cores como verde, azul e violeta estimulam o Sistema Nervoso Parassimpático e, por isso, levam a um relaxamento e bem-estar. Para conduzir a um relaxamento mais profundo, foram realizadas centenas de experiências em laboratório, utilizando a projeção da cor violeta sobre os olhos, levando de imediato a um estado induzido de ondas alfa e consequente relaxamento e entrega profundos. Do equilíbrio na aplicação dessas cores, teremos uma homeostase energética, ora estimulando, ora atenuando as frequências vibracionais no corpo humano.


Outra forma de se trabalhar com a projeção de cores terapeuticamente, para acalmar pessoas ansiosas, estressadas, com batimentos cardíacos acelerados, é levá-las a visualizar mentalmente as cores verde e, depois, azul como um feixe de luz entrando pelo topo de sua cabeça e descendo lentamente até os pés. Logo a pessoa perceberá que, pelo simples fato de fazer essa mentalização de cores, seu coração já estará mais desacelerado e ela, mais calma e tranquila.


Quando inicia uma sessão de Cromoterapia, o cromoterapeuta já sabe que todos os órgãos possuem frequências com características próprias de vibrações de cada cor e, consequentemente, necessitam de uma aplicação específica para cada um deles. Por exemplo: nas terapias de cura de mal-estar psicológico e de doenças físicas, somente uma mudança de frequência, com o aumento ou a diminuição da vibração no uso da cor, provocará, por um fator químico, mecânico ou térmico, uma reação de tonificação ou sedação.


É muito importante lembrar que as células possuem um discernimento sempre correto. Elas escolhem, seletivamente, as cores e as vibrações que lhes serão benéficas, bem como rejeitam aquelas desnecessárias. No caso de projeção de uma cor errada por muito tempo, a reação será a mesma de quando ingerimos um alimento que não nos cai bem. Há uma tendência a alterar a frequência do campo de força eletromagnética da célula, que necessitará de algum tempo para metabolizar essa energia, dissolvê-la ou eliminá-la. Enquanto ocorre essa projeção de cor desnecessária e excessiva, sua energia vai interagir no campo energético do órgão, afetando o sistema energético como um todo, desorganizando o corpo físico, gerando sensações de fraqueza, mal-estar e náusea, que irão permanecer pelo tempo que a pessoa estiver exposta a esse raio luminoso.


Segue aqui um alerta: as pessoas que pintam as paredes internas de suas casas na cor vermelha e usam luzes que refletem essa cor devem ter muita atenção e cuidado, pois a luz vermelha em excesso causa uma irritação neurorresponsiva, gerando raiva, contraturas, dores musculares, náusea e cansaço físico. Mas, para desordens energéticas de pessoas desvitalizadas, desanimadas, tristes e apáticas, a adoção da cor vermelha de forma pontual e por um tempo preestabelecido torna-se terapêutica, gerando ótimos resultados se aplicada corretamente.


*trecho retirado do livro CROMOFLUIDOTERAPIA - TOQUES QUÂNTICOS ATRAVÉS DAS LUZES E CORES, de Lígia Posser.


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