Tabela das cores e sua aplicação terapêutica - VERDE


A cor verde, por sua frequência vibracional, tem ação descongestionante no corpo físico, energia de limpeza, sensação de equilíbrio, harmonia e renovação. Tem uma ligação importante com o chakra cardíaco, equilibrando a pressão sanguínea e os batimentos de sístole e diástole do coração. É indicada para reduzir a hipertensão e os problemas emocionais e ativa o crescimento em crianças que usam roupas dessa cor. Como cor terapêutica, estimula o pâncreas, baixa a febre, vitaliza os sistemas digestivo e urinário e também auxilia no tratamento do câncer. Verde é uma cor que não tem contraindicação.

Mais recentemente, a cor verde tornou-se uma receita médica, como os famosos banhos de floresta, ou shinrin-yoku, em japonês. É uma forma de terapia inundar-se de verde, ao entrar em contato direto com a natureza. Essa técnica foi desenvolvida no Japão, com o objetivo de levar as pessoas a saírem de suas casas e ficarem por algum tempo imersas em um espaço verde, o que faz bem ao corpo e à mente. Atualmente, a técnica é usada como forma de medicina preventiva, com diminuição do cortisol, o principal hormônio causador do estresse e da pressão arterial, além de melhorar a concentração e elevar a imunidade. Através do oxigênio puro, dos íons negativos, que num ambiente natural são abundantes, a simples contemplação da cor verde nos campos e matas já é altamente curativa e terapêutica.

Alguns tons de verde mais conhecidos são: verde-azulado, verde-bile, verde-cobalto, verde-convés, verde-duende, ­verde-oliva, verde-folha, verde-jade, verde-limo, verde-maçã, verde-mate, verde-pastel, verde-pavão, verde-petróleo, ­verde-pistache, verde-samambaia, verde-semáforo, verde-água, verde-esmeralda, ­verde-mar, verde-musgo, e outros que lembram o verde em suas cores, como as cores turquesa, cáqui, ­verde-exército e ­verde-garrafa.

Enquanto o vermelho dá a impressão de proximidade e o azul, de distância, dentro da perspectiva das cores, o verde é considerado a cor do meio, a cor intermediária. Da mesma forma, enquanto o vermelho é quente, o azul é frio, e o verde é ameno e agradável. Na Psicologia, o vermelho é uma mente ativa, o azul é uma mente passiva e o verde é uma mente tranquila.

Tudo que é verde, em princípio, transmite uma sensação de frescor, de algo novo, como atestam as expressões madeira verde, referindo-se a uma madeira recém-cortada, e anos verdes, referindo-se à juventude. No mundo vegetal, o estado de imaturidade de uma fruta ou legume é representado pelo verde, que, conforme seu amadurecimento, transforma-se, geralmente, em amarelo ou vermelho. Na natureza, o inverso nunca acontece; não é possível atingir a maturidade chegando à cor verde depois de passar por outras cores. O mesmo se dá com os sentimentos, que desabrocham aos poucos, como afirma a poesia do folclore popular português: Nossa relação ainda está verde, vamos assumir um compromisso mais sério quando tudo estiver cor-de-rosa. Vejam que interessante a menção às duas cores do chakra cardíaco, verde e rosa.

Também no mundo das plantas, se diz que uma pessoa tem o dedo verde, quando tudo que ela semeia ou planta nasce e cresce com vigor. Além disso, o verde é a cor da esperança para muitas civilizações. Os pintores, quando queriam representar confiança, pintavam em suas telas os personagens com vestimentas verdes, que inspiravam confiança e integridade. Era a cor favorita do profeta Maomé, que usava roupas e turbantes verdes.

Agora, uma curiosidade um tanto filosófica sobre a cor verde: quando Maomé difundia as revelações divinas através do Corão, em suas profecias dizia que todos que conduzissem suas vidas de forma a agradar a Deus, como recompensa às entregas devocionais, encontrariam a sua espera um paraíso verde com paisagens lindíssimas, campos e florestas luxuriantes. Seria como possuir um oásis eterno, um paraíso cuja cor seria o verde, ideia que enchia o povo árabe de alegria, devoção e entusiasmo, pois viviam num deserto árido e seco.

Mais uma curiosidade, desta vez triste e lamentável: os tons de verde, em contato com as sombras, perdem sua luz e se tornam opacos, escuros. No início do século XIX, dissolvendo-se chapas de cobre com arsênico, foi criado um lindíssimo tom de verde, que mantinha sua luminosidade mesmo na sombra ou na luz artificial. Foi chamado de Verde de Leipzig ou Verde Suíço, para disfarçar sua origem perigosa, pois era uma tinta venenosa, devido ao arsênico que a compunha, um veneno muito forte, que se dissolve com a umidade e evapora.

Há uma história, que não é contada nos livros, sobre esse verde, que era a cor predileta de Napoleão Bonaparte. Em seu exílio em Santa Helena, ele pediu que seu quarto fosse decorado com essa cor. Os tapetes, as cortinas, os dosséis da cama, tudo verde. Muitos anos depois, alguns químicos franceses, ao examinarem os restos mortais de Napoleão, para investigar do que realmente ele havia morrido, descobriram uma grande quantidade de arsênico em seus cabelos e unhas. Então, ­Napoleão não foi envenenado pelos guardas, como conta a história, mas sim pelos tapetes e cortinas com seu verde luminoso. Foi sua própria opção de adotar sua cor preferida na prisão que o levou à morte.

Hoje, em pleno terceiro milênio, ainda temos esses pigmentos venenosos e tóxicos entrando em nossas casas através de comprimidos e cápsulas coloridos, balas e bebidas para crianças com cores luminosas, um crime, que os pais ignoram e continuam comprando para atender os pedidos de seus filhos. Todo ­alimento fluorescente é altamente tóxico e venenoso.

Mas existe o lado lindo e positivo da cor verde: quando ­alguém dá sinal verde a outro alguém, está sinalizando que o apoia. As pessoas que estão passando por uma onda verde estão vivendo sucesso após sucesso em sua vida. Ou ainda, para dizer que tudo está em ordem, diz-se que está em área verde. Também o Green Card norte-americano dá ao turista sinal verde para visitar os ­Estados Unidos.


TRECHO RETIRADO DO LIVRO DE LÍGIA POSSER: CROMOFLUIDOTERAPIA - TOQUES QUÂNTICOS ATRAVÉS DAS LUZES E CORES


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