Cosmetologia em SPA's - Parte I

Falar de cosmetologia em SPAs é um tema muito amplo e de importância fundamental. Surgem sempre, como pano de fundo, muitas imagens que querem designar esses serviços em um SPA, como fotos de potes, cremes, cadinhos, vidrinhos de poções milagrosas, pessoas utilizando máscaras, muitas cores, texturas e, subliminarmente, os aromas, sem falar nos ativos que as integram. Sim, os cosméticos são os atores principais, que ao subirem ao palco dos SPAs, se bem souberem se apresentar e desempenharem seus papéis, fazem do espetáculo de terapias um grande sucesso. Eles perfilam junto com todos os demais coadjuvantes que estiveram em algum momento da cena, fechando o teatro dos cuidados tópicos e colhendo, muitas vezes, resultados que merecem aplausos. Portanto, devemos antes passar por estudos e conhecimentos básicos de cada setor em que o mundo da cosmética se insere. Para tal, vamos a rápidas pinceladas sobre fundamentos e procedimentos: É fundamental o conhecimento básico sobre as formas de apresentação das formulações e a sua ação na pele devido à sua reação dermatológica, o uso correto dos produtos nas terapias em cabine de estética, suas matérias-primas e ativos utilizados na fabricação (o que existe de novo no mercado). É importante sempre, também, a efetiva avaliação do biotipo da pele, a escolha correta dos cosméticos e das terapias combinadas. Ou, ainda, atentar para a cosmetologia específica na eletroterapia, conhecendo principalmente o uso dos cosméticos e seus ativos em terapias naturais.


Ao adquirir uma linha de cosméticos para ser adotada no SPA, tem-se que ter muito cuidado, pois a primeira pergunta que um cliente faz é qual a marca de produtos que o SPA adota, se é uma linha conhecida e já utilizada com sucesso por eles. Nesse momento, o recepcionista do SPA deve estar preparado para responder a todas as questões sobre as qualidades e os benefícios que os produtos oferecem, bem como suas contraindicações. Então, conheçamos um pouco sobre o assunto. Iniciemos em como avaliar um cosmético a partir de sua embalagem. Há mais de uma dezena de itens importantes a serem considerados: a aparência, a proteção do produto, a resistência a impactos, a forma de vedação, se ela é de polietileno, papel ou laminado e, ainda, a estabilidade e biocompatibilidade no que concerne ao pH do produto. Muitos se baseiam em conhecer o cosmético pelo contato físico com eles. Abrindo o recipiente, sentindo o aroma do produto, tocando-o. O ideal é, primeiramente, ler os componentes da sua fórmula. Mas em termos técnicos o que será avaliado, nesta primeira postura, é a espalhabilidade, seguida da penetrabilidade (não ficar colando e aparente na pele). Isso nos leva à viscosidade, e aí é observado como o cosmético reagiu na pele. Se houve alguma mudança, se o cliente sentiu-a hidratada. Ainda, observar se a pele de uma mão está diferente da outra que ainda não recebeu o produto. A tudo isso chamamos de o momento de testar a emoliência. Observar se não surgiram coceiras ou vermelhidão, e aí vem o que chamamos de biointercompatibilidade. Com isso, estamos finalmente chegando a um juízo sobre a eficácia do tipo de produto usado na fórmula e seus ­princípios ativos. São informações necessárias aos responsáveis pelas compras de cosméticos em um SPA.

Começam a despontar, no mercado mundial, os cosméticos com princípios ativos orgânicos, naturais. São produtos derivados de plantas, ativos extraídos em forma de óleos essenciais, infusões, pós e outras tecnologias. Todos cultivados e processados organicamente, com controle biológico e ecologicamente corretos, obedecendo às normas vigentes de preservação do meio ambiente, devendo possuir as devidas certificações neste sentido. Ter no SPA toda a linha de cosméticos adotada com ativos orgânicos, cultivados e processados com controle biológico e ecologicamente corretos, sempre é um conceito que soa bem perante os clientes mais bem informados e preocupados com as questões ambientais. Assim como muitos, sou uma profissional convicta dos excelentes resultados que as argilas proporcionam. Os ativos que compõem os ­diferentes tipos de argilas são, sim, naturais, e, de acordo com sua cor, procedência e composição bioquímica (ricas em minerais, tais como: óxido de ferro, magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alumínio, silício, cobre, selênio, cobalto e molibdênio), fazem deste elemento natural geoterápico uma ferramenta com indicações de uma abrangência ilimitada. Graças aos seus ativos e sua permeação, por ação oclusiva, venho realizando, com excelentes resultados, terapias anti-inflamatórias, rejuvenescedoras, seborreguladoras, liporredutoras, reduzindo dores, edemas. São utilizadas em forma de máscaras, cremes, loções e séruns, mesclado-os, e possibilitando, assim, potencializar sua ação, com o uso de outros ativos como aminoácidos do colágeno, incorporados às argilas.

Em minha experiência, de mais de 30 anos, com beleza estética e saúde, no momento em que se indica um cosmético na verdade estamos intrinsecamente incorporando um ativo. Pois o que objetivamos como resultados em uma cabine de estética é em uma única sessão fazer a diferença e apresentar resultados. E, certamente, quando o ativo natural é utilizado de forma correta, observando-se sua utilização, indicações, somadas à ação competente do profissional, com certeza a atenção e o foco estarão voltados para este produto, que contém os ativos já conhecidos como potencializadores de resultados.

No próximo post, vamos conhecer um pouco mais sobre as diferentes formas de extração dos ativos e como podem ser manipulados.


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